Técnica promete emagrecimento rápido ao intercalar alimentação e jejum absoluto

Popular desde 2013 — após o lançamento do livro “Dieta de 2 Dias” de Michael Mosley — o jejum intermitente é um método baseado na redução alimentar por um tempo. Mas realmente funciona? Quando ele faz diferença?

O ato de jejuar era comum no período Paleolítico, no qual nossos antepassados se alimentavam através da caça e não tinham acesso abundante aos alimentos.

Hoje, fazer jejum tem seduzido não só homens mas também mulheres à procura do pote de ouro: o corpo perfeito. Neste método de restrição, o objetivo é obrigar o corpo a utilizar estoques de gordura para subsequente perda de massa magra.

Os tipos de jejum

Podemos falar em três tipos mais comuns de jejum intermitente.

16:8 — suspender a alimentação por 16 horas e fazer entre duas ou três refeições nas 8 horas restantes.

Jejum de 12h — metade do dia de restrição absoluta aos alimentos, incluindo as 8 horas de sono.

Jejum de 24h — consiste em escolher um ou dois dias da semana para ficar sem comer.

O melhor horário

Dito tudo isso, ainda cabe esclarecer: afinal, quando o jejum intermitente faz diferença? No período da manhã, tarde ou noite?


Nosso organismo trabalha de maneira diferente ao longo do dia. Pesquisadores concluíram que pela manhã o processo é mais eficaz, uma vez que o metabolismo das gorduras e da glicose é regulado pelo ciclo biológico, mais eficiente de manhã.


Fazer refeição pela manhã melhora a sensibilidade à insulina, ao gasto de calorias e ao aumento do hormônio de crescimento (GH) — responsável pela produção de um novo tecido muscular, queima de gorduras e desenvolvimento da função física.

De acordo com um estudo, o jejum intermitente de 24 horas aumenta a produção de GH em 2.000 por cento em homens e 1.300 por cento nas mulheres.

Efeitos colaterais
Embora entregue o prometido rápido, o jejum intermitente também traz riscos se não for acompanhado de perto por um profissional.

A ausência de nutrientes vai contra a fisiologia do organismo e pode trazer consequências como: queda de cabelo, osteoporose, constipação intestinal, desidratação, dificuldade, anemia e irritação.

Os indivíduos têm necessidades nutricionais distintas. Portanto, o que serve para um, pode não servir para outro. Antes de começar sua dieta, procure sempre orientação de um especialista!

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