COMO TÊM PODER OS ALTERNATIVOS!


Minha formação médica sempre foi guiada pela alopatia, os remédios pesquisados e de efeitos comprovados por laboratórios nacionais e internacionais.
Nunca tinha me interessado pelas ervas medicinais, pelos medicamentos naturais e nem tampouco pelos tratamentos alternativos ou complementares.
Durante uma das minhas temporadas americanas de estudos nos uma amiga colombiana, minha vizinha durante 10 anos no Brasil e que estava morando novamente nos Estados Unidos me falou sobre esses diferentes caminhos para curas e prevenções de doenças.

Nesta época fui imediata na resposta:
- Acho essas metodologias a mais completa enrolação.
Não acredito nelas. Nunca me interessei por nenhuma forma de tratamento médico que não seja a usada pela medicina alopata".
Ela insistiu.
Não aceitou a minha negativa sem antes me mostrar o que estava acontecendo com pacientes tratados, em grandes centros médicos americanos.
Esta amiga acabou por me convencer. Afinal, saber sobre esses recursos que estavam apresentando resultados surpreendentes, tanto no Brasil quanto na América do Norte, só aumentariam o meu conhecimento.
Mas, confesso não parti muito confiante.
Apenas curiosa.
A primeira iniciativa desta amiga foi me apresentar ao médico geneticista, Wilfredo Manõn, um doutor nascido em Santo Domingo, na América Central, com mestrado na Itália e que estava trabalhando em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A primeira parte desta minha observação foi o de acompanhar consultas, medicamentos receitados e o comportamento da clientela atendida por ele. Ele me deu vários livros para ler.
Comecei a perceber que precisava aprender muito sobre os tratamentos alternativos e complementares.
Me surpreendi com o que estava vendo.
Não poderia ter mais dúvidas; a reação dos pacientes do Dr. Manõn era a prova de que precisava para me convencer de que algo iria mudar as minhas certezas médicas adquiridas até então.
Não consegui deixar de querer saber, mais e mais.
Participei de inúmeros cursos e congressos promovidos e presididos por ele e por outros médicos que adotavam a mesma linha clínica.
Pouco tempo depois já podia constatar que a medicina tradicional estava se mostrando extremamente agressiva para muitas pessoas e que, realmente, como médica, precisava saber muito ainda sobre o comportamento orgânico dos meus pacientes antes de lançar mão de remédios que poderiam, sim, curar um determinado mal, mas, ao mesmo tempo incentivar ou acelerar o aparecimento de outras doenças. Comecei aí a tomar dimensão dos chamados efeitos colaterais e suas graves conseqüências.
A partir do aprofundamento dos meus estudos e pesquisas sobre o corpo e os medicamentos cheguei à Medicina Holística - queria saber como tratar o cliente como um todo.
Todo esse tratamento que, obrigatoriamente, teria que englobar o paciente e a vida dele em casa, no trabalho, no lazer, na vida afetiva.
Precisava enfocar a cura da doença e não amenizar o sintoma fazendo com que ela se disfarçasse ou até desaparecesse.
Não consegui mais enxergar meus pacientes sem estar sob esse novo olhar.
Não que tenha abandonado a medicina alopata, de forma alguma.
Aliei as duas: a alopata e a alternativa ou complementar.
Passei a recorrer aos medicamentos alopatas com mais cerimônia e os cuidados foram e são muito maiores.
Os novos conhecimentos me fizeram notar o quão eficientes eles podem ser, mas também me mostraram que precisamos respeitá-los como salvadores, sim, mas que podem agravar o estado de saúde de qualquer paciente se não forem bem administrados e dosados.
Minhas consultas foram reformuladas.
Incluí uma maca, em meu consultório. Nela comecei a fazer um relaxamento, uma introspeção nos meus pacientes.
Deixá-los mais calmos, passou a ser uma rotina no meu trabalho.
Me lembro bem que em 1993, quando falava em ervas medicinais com os pacientes, com os colegas médicos, muitos deles me olhavam como se eu fosse uma feiticeira falando de poções mágicas feitas com olho de sapo e perna de lagarto.
No início não foi nada fácil.
É complicado mesmo um paciente chegar num consultório médico e escutar que deverá tomar remédios feitos com ervas que ele estava acostumado a tomar na infância, no interior do Brasil ou então receitados pelo curioso ou curiosa das tantas feiras livres espalhadas por esse país.
Foi árduo o processo de convencimento. Mas, hoje, não me arrependo.
Tenho centenas de constatações surpreendentes.
São curas animadoras que nunca mais me permitiram abandonar a aliança alopatia-alternativo-complementar.

Meu consultório passou a ser uma clínica e a reação dos pacientes me incentivava sempre a cada resultado satisfatório.
A rapidez dos avanços dos estudos sobre medicina alternativa nos Estados Unidos me levou a várias viagens, por vários estados americanos, sempre à busca de aperfeiçoamentos, de novos métodos e de diferentes combinações medicamentosas.
Em 1999 foi publicado o primeiro livro de referência para ervas nos Estados Unidos - o PDR for Herbal Remedies.
Reconheci a importância de se observar a longevidade, as técnicas anti envelhecimento, não como uma preocupação estética, mas na prevenção de doenças que a idade ou a desinformação vem trazendo aos poucos até nossos corpos.
Em 1995 voltei à Universidade, desta vez no Brasil.
Fui fazer pós graduação em Geriatria e Gerontologia na Universidade Federal Fluminense, Hospital Antônio Pedro.
Não foram poucas as vezes que tive que responder que não estava deixando de ser Endocrinologista, mas que queria aumentar meus conhecimentos numa área onde, acreditava, só faria acrescentar mais certezas às minhas conclusões na hora de chegar aos diagnósticos.
Terminei a pós graduação e meu entusiasmo pelos novos conhecimentos era tamanho que fui a primeira colocada no exame de seleção.
Estava me sentindo mais estimulada que nunca.
Tinha encontrado um novo caminho para o meu trabalho.
A recompensa já podia ser comprovada, por mim e pelos laboratórios de exames clínicos, nos resultados apresentados pelos meus pacientes.
Foi ali, um dos mais importantes impulsos da minha vida profissional. Onde encontrei a base e o alicerce que precisava para aprofundar cada vez mais meus estudos e pesquisas.
Hoje, não tenho dúvidas.
Todos os conhecimentos e avanços, tanto tecnológico quanto científico da medicina, estão sempre à nosso favor, desde que saibamos, exatamente, que organismos irão recebê-los e como reagirão diante de drogas, químicas ou naturais.
Não se esqueça nunca que de tratamentos e de remédios, entendem os médicos.
Para isso estudaram, pesquisam e são eles que podem fazer a correta avaliação do que você pode, deve e como tomar. Do que o seu corpo pode receber.
Mesmo que sejam os remédios chamados de naturais, é preciso muito cuidado.
Claro que são naturais, mas antes de mais nada, têm atuação no seu organismo, são remédios, com todos os prós e os contras próprios de todas as drogas, sendo elas químicas ou não.
Lembre-se sempre que seu corpo não tem obrigatoriamente a mesma reação de outro corpo, mesmo que seja o da sua mãe, o do seu pai ou da sua irmã.
Cuide dele, como você e ele merecem.
Não abuse dele.
Não o provoque.
Ele é muito mais sensível que você pode imaginar.
Não brinque com ele.
Seu corpo pode desobedecer e pode responde-la muito bravamente.

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